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Palestra “Folclore Nordestino” – com a companheira Leny Amorim.

Com imensa honra, o Rotary Club do Recife recebeu em sua reunião a companheira Leny Amorim, que proferiu a brilhante palestra “Folclore Nordestino”  “Folclore é a cultura do Popular, tornada normativa pela tradição.” – Luís Câmara Cascudo.   Folclore é puro. É a arte da nossa gente. É fruto da contribuição das nossas raízes: branco, indígena e afro. Envolve nossos folguedos. Seu maior berço é Pernambuco. A capitania que deu certo. É uma quarta dimensão que flui do meio ambiente da convivência popular. O conteúdo do folclore ultrapassa o 22 de agosto de 1846, quando Willian John Thoms (1803-1885), criou o vocábulo: FOLCLORE. São múltiplas as suas formas de expressão.   Fato Folclórico: Toda maneira de pensar, agir e sentir, que expressam a vida do povo. Características: ACEITAÇÃO COLETIVA – o que dá julgar a variantes. Uma história, pode ser contada de várias formas; uma melodia, sofre alterações de letras. É contagiante. Transmissão Oral – Os antigos, não possuíam dos nossos recursos. Era o boca a boca. Ex.: lendas, provérbios, adivinhas, brinquedos de roda, versos populares. O diz me diz.  Por que o povo canta? Para adormecer a criança, louvar a Deus, para festejar colheitas, enaltecer o natal, através das pastorinhas, folias de reis. Cantam para sobreviver, aliando as danças, como gestual próprio de cada região. Isto é folclore. A pluralidade dos nordestinos torna possível uma grande diversidade de expressão folclórica.  Manifestações Folclóricas: Literatura oral – O modo de falar: oxente, visse, etc. Artesanato popular – Com os nossos grandes mestres- a FENEARTE é um exemplo. E os artistas que se revelam no Brasil inteiro, mostrando o milagre da arte em suas mãos. Imagens de santos, esculturas olarias (peças de barro). Alto do Mouro – maior centro de arte figurativa das Américas UNESCO. Folguedos populares – são danças, altos e brincadeiras infantis, motes, etc. Eles são sempre praticados nas grandes celebrações: carnaval, sábado de aleluia, Natal, festa dos Reis Magos São João. Os folguedos populares são infantis e adultas. Música Folclórica – é toda aquela que canta o sertão ou outra região, costumes e “causos” do povo. Vai da cantiga de ninar, cantiga de roda, aos grandes sucessos musicais de cada povo. Tradição – A força que garante a preservação do folclore. O modo vivo de transmitir os conhecimentos populares. A força que mantém os valores da cultura vivos. Funcionalidade – Tudo que o povo faz, tem força de uma razão e um destino próprio: preservação dos seus traços de vida, região e costumes. Xilogravura – No começo do século passado, apareceu uma literatura de cordel, contando a greve da Estrada de Ferro e as artimanhas de Antônio Silvino. Destacamos: José Martins dos Santos, de Alagoas, autor das Capas e dos Poemas: As leseiras de João Leso, O defunto que falou no dia de finados. Todos editados em Maceió. Expressões do Folclore Nordestino: Frevo – “Pulando na frente das bandas de “musga”: antigo capoeirista do Recife estava, sem querer, criando as bases do “passo”, que é a dança que se dança com o frevo-música e dança coletiva, pois a dança individual é o passo” – Valdemar de Oliveira. É uma dança livre. Cada um procura se expressar, seguindo o ritmo explosivo do frevo, com presença pesada de metias. Blocos – No meio da loucura do frevo rasgado (frevo de rua) surge a nostalgia e romantismo do frevo de bloco, oferece oportunidade às moças e senhoras da classe média (à época) a participarem, formando-os e acrescentando a presença do coral, exemplo: Edgar Moraes. Assim, mencionamos alguns: Batutas da Boa Vista (1920), Madeira do Rosarinho, Banhistas do Pina, Bloco da Saudades, Batuta de São José, entre outros. Ursos – Katarina Real “Viemos da Itália Não trouxemos roupa Trouxemos este urso Enrolado na estopa” “Urso que dinheiro, quem não der, é pirangueiro”. O urso do carnaval, são dois homens: um urso e o domador. É um velho macacão coberto de estopa, agave, ou tira multicores. Sua origem é europeia, há mais de 10 mil anos antes de Cristo, segundo Katarina Real. Papangus – Tradição secular no Agreste, seguindo em 1881. Maracatus – “ O tarol anuncia levemente um esquema rítmico bem simples, rufado e intercalado de pausas. Quase no mesmo instante, o gonguê (agogô) assinala a sua rítmica característica: a seguir, dão estrada as caixas da guerra. Por essa altura, o tarol já passou do esquema inicial às variações. Daí, prosseguem as entradas dos zabumbas: o marcante destaca baques violentos e espaçados: O meião, pouco depois, segue o toque do marcante e , conjuntamente, ressoam os repiques, aumentando enormemente a intensidade do conjunto” – Guerra Peixe – Maracatu do Recife. O tratamento entre eles é de Majestade – numa referência ao status de cada um (originariamente). É uma expressão da cultura Negra que aqui chegou a partir de 1548. A nação de Congos – foi a que mais se destacou, com a proteção do “senhor branco” e o beneplácito da Igreja Católica. Destaques: Nação do Congo, Nação do Elefante, Nação da Estrela Brilhante, Leão Coroado, Cambinda, Estrela e Nação indiana. Violeiros –  Uma das mais típicas figuras do folclore brasileiro é o contador da vida. Cavalhada – Para Luiz da Câmara Cascudo, é um desfile e corrida de cavaleiros, jogo de argolinhas. Em Roma, fazia parte dos momentos cívicos e festividades sacras. Ciranda – Lembrando as danças de roda, tão presentes na nossa infância. Dança solidária de mãos dadas vem brincar. É cantada pelo mestre ou mestra. Nasceu nas cidades de Aliança e Nazaré da  Mata, chegados à Olinda, plantando-se em Itamaracá. Quem pode esquecer... Lia de Itamaracá? “Data de 1961 o aparecimento da Ciranda, em todas as festas folclóricas do Recife” – Padre Laime Diniz Coco – Com o tirador de Cocos (cantor), que comanda o canto. Sua característica é uma batida de pé, também, pandeiro, ganzá e triângulo fazem o apoio musical. Exemplo: é verde a estrada do amor – Edite Amorim. Mamulengo – “Homem da idade média, quando a igreja valeu-se do teatro de  marionetes, para educação religiosa” – Hermilo Borba Filho. Animais – Os animais sempre fizeram parte do nosso folclore: A Ema – Movimentada  por um menino debaixo de uma armação, que lembra o animal. A Burrinha – Montada por um Vaqueiro. O cavalo Marinho – “Cavalo Marinho chega para diante, faz uma mesura a essa toda gente. Cavalo  Marinho já pode chega, que a dona da casa mandou te chamar” O Boi – Principal figura do folclore popular.              “ Levanta-te boi vamos nos imbora que é de madrugada o rompê da aurora” Provérbios: Na terra de cego, quem tem um olho é rei. Quem tem telhado de vidro, não joga pedra no do vizinho. Quem vê a barba do vizinho arder, bota a sua de molho. Casa de ferreiro, espeto de pau. Quem tem filho barbado é gato... entre outros. Figuras Pitorescas do nosso folclore Amolador de facas e tesouras – Empurrando uma roda de bicicleta e disco de esmeril. Culinária – Pirão, carne de sol, vatapá, cuscuz, baião de dois, bolo de macaxeira, etc. Catador de Caranguejos – Encontrado nos manguezais. Tapioqueira -  Mulher que vende tapioca nas calçadas dos bairros, feito de goma de mandioca, numa frigideira com receio de coco ralado e outros. Exemplo: Vendedor de picolé, pirulito, cavaco, algodão doce, doce japonês, e o vendedor “vasculhadores”, colheres de pau, rapa coco e grelhas etc. Em Itamaracá – A Associação dos “fuxiqueiros” aprendendo a técnica de Fuxico. Diário de Pernambuco – 25/07/2025 página 07.   HOMENAGEM ESPECIAL Edson Moreira da Silva – Em tempo, não podemos terminar este trabalho, sem prestar uma homenagem ao professor historiador, pesquisador, homem de cultura e amigo. Fundador do “Quilombo Real!” em Maceió. Homem a quem o país deve muito de pesquisa e expressão cultural das nossas raízes, enfocando Zumbi dos Palmares. Ao AMIGO Edson Moreira da Silva, que me chamou de “Dandara”, falecido em 02 de setembro 2025. Nossas condolências à família e parabéns pelo legado cultural deixado por ele.    CONCLUSÃO Folclore – a nossa riqueza, raízes, razão da nossa luta e orgulho de ser nordestino: nativo, ou de coração. Salve o folclore da nossa gente, da gente boa, do meu Brasil! Obrigada.  AGRADECIMENTOS O Rotary Club do Recife manifesta seu sincero agradecimento à companheira Leny Amorim pela brilhante palestra com o tema Folclore Nordestino. Sua exposição não apenas enriqueceu nosso conhecimento, mas também valorizou a cultura da nossa região, despertando reflexões e admiração por nossas raízes.

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EEMA CONFERENCE 2025 - ENCONTRO DE OFICIAIS DE INTERCÂMBIO DA EUROPA, LESTE DO MEDITERRÂNEO E ÁFRICA.

No período de 5 a 7 de setembro nossa associada Daladiana Pimentel esteve na cidade de Iasi, Romênia, participando do EEMA CONFERENCE 2025.   Nesta conferência, 29 países envolvidos no Programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary estiveram presentes. Todos unidos, com o propósito de capacitar cada vez mais os rotarianos que atuam no programa e são responsáveis por dezenas de jovens que se deslocam dos seus países todos os anos para fazer intercâmbio.   É com capacitação e dedicação que o Rotary estrutura seu programa de intercâmbio, com foco na imersão cultural dos jovens, pois nosso principal objetivo é a promoção da paz mundial.    Parabéns para nossa associada, sempre dedicada ao seu voluntariado no Programa de Intercâmbio!    Quer conhecer melhor o Programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary International? Acesse: https://www.rye4500.org.br/

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07.09 - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Independência do Brasil    Neste 7 de setembro, celebramos a Independência do Brasil, marco histórico que simboliza coragem, liberdade e a construção de uma nação soberana. É um dia para refletir sobre o valor da nossa história, a força do nosso povo e o compromisso de todos nós com um futuro de justiça e prosperidade. ✨   O Rotary Distrito 4500 se une a essa celebração reafirmando seu propósito de servir.    #repost @rotaryd4500of    #IndependênciaDoBrasil #7deSetembro #RotaryDistrito4500 #RotaryInternational #UnidosParaFazerOBem #RotaryEmAção #RotaryTransformaVidas   Comissão Distrital de Imagem Pública 2025-26

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